Pequenas empresas investem em importação. Veja como fazer.( conteúdo I)

February 20, 2018

 

Comum grandes empresas investirem no comércio exterior para aproveitar as melhores oportunidades da economia internacional, mas o que nem todo mundo sabe é que cada vez mais pequenos e médios empreendedores vêm se aventurando nessa área. Só em 2017, um total de 33.559 empresas importaram até R$ 1 milhão, um aumento de 4,4% em relação ao ano anterior, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

 

Esse número mostra que, cada vez mais, os pequenos e médios empresários brasileiros têm comprado produtos no exterior, seja para revendê-los no mercado nacional ou para utilizá-los na produção de mercadorias no país. Antes de se lançar no mercado da importação, no entanto, é preciso se informar, alerta a despachante aduaneira Tatiane Forte, diretora da Forte South America, empresa de gestão de comércio exterior.

“O Brasil é um dos países mais burocráticos do mundo para importar. O governo cria algumas barreiras que dificultam a importação de certos produtos para proteger a indústria nacional. Muitas vezes o cliente compra no site e quando chega aqui dá problema na alfândega e ele não consegue desembaraçar”, afirma Tatiane. Para ajudar o empresário a não ter surpresas desagradáveis, Tatiane elaborou um passo a passo para quem quer importar.

Calcule os impostos 

 

O primeiro passo, de acordo com a despachante, é se informar sobre as taxas que incidem sobre o produto que se quer importar e as eventuais restrições legais a que ele pode estar submetido no Brasil. Para descobrir isso é preciso saber qual é o código da mercadoria na Nomenclatura Comum do Mercosul. Este código, conhecido internacionalmente como HSCode, é um número definido de acordo com o Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias e foi adotado universalmente para facilitar a identificação dos produtos comercializados em todo o mundo.

“O NCM/HSCode é o número que deve ser solicitado ao fornecedor. Através dele, temos como identificar as alíquotas de impostos e tratamentos administrativos, bem como saber se o produto requer algum procedimento pré-embarque. Assim, evitamos multas de penalização ao importador quando o produto chegar ao Brasil”, esclarece a despachante.

 

As principais taxas que incidem sobre produtos importados no Brasil são o Imposto de Importação (II), que varia de acordo com a classificação da mercadoria; o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), cujo valor varia de acordo com uma tabela pré-estabelecida; o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que varia de acordo as alíquotas fixadas pelos estados brasileiros; o PIS, que é uma alíquota geral de 1,65%, mas que pode variar de acordo com o produto; e a COFINS, que tem um valor geral de 7,6% mas também pode variar de acordo com a mercadoria. Além dos impostos, o importador tem que estar preparado para pagar taxas extras como o adicional de frete (AFRMM), no caso de mercadoria importada por via marítima, que também exige pagamento de taxas portuárias, como capatazia e armazenagem.

 

CONTINUA...

 

 

 

 

 

 

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